Uma reflexão sobre o conceito de Consciência, a partir de perguntas feitas ao Guia do Pathwork e canalizadas por Eva Pierrakos.
Pergunta: Não creio que compreenda completamente o conceito de Consciência. Se significa realmente uma percepção mais plena de nós mesmos e da realidade. Se é isso que significa consciência, como pode pulsar? Isso significa que por vezes uma pessoa tem uma compreensão mais plena e outras vezes uma compreensão menor?
Resposta do Guia:
Bem, a consciência é tudo o que está vivo. O grau de consciência depende do grau de desenvolvimento. Como já disse em outra ocasião, a consciência – o nível de consciência, digamos, de um mineral, é tão mínimo que não se percebe como consciência, e aumenta à medida que a organização da vida torna-se mais complexa.
Ou podemos dizer de outra forma – a organização da vida torna-se mais complexa à medida que o grau de consciência aumenta. Um animal tem um grau de consciência superior ao mineral, por exemplo, ou à planta, mas ainda não possui autoconsciência no sentido de saber que existe. Sente-se a si mesmo, mas não se conhece.
O homem é o primeiro a possuir autoconsciência. Esta posse de autoconsciência varia. A pessoa espiritualmente imatura e pouco desenvolvida tem autoconsciência, é certo, mas não no mesmo grau; a sua consciência de si própria, do que acontece dentro de si, do que sente e porque o sente, de como reage ao seu meio e porque reage de determinadas formas, do ambiente em si, dos outros, da natureza, das leis da Natureza, tudo isto depende muito. E, para além do alcance humano, o grau de consciência é muito mais vasto.
Ora, como a Consciência e a vida são uma só, a pulsação deve fazer parte dela, e a pulsação aumenta a vibração. Como todos vocês sabem, e como já me ajudaram a dizer há anos, isto depende do grau de consciência. Quanto menor for a consciência, mais lenta é a taxa de pulsação ou vibração. É talvez comparável à rotação de uma hélice. Quando a hélice roda extremamente rápido, os raios não podem ser distinguidos porque a taxa vibratória é tão rápida que não consegue vê-la. É o mesmo em relação ao olho humano. Se a taxa vibratória de uma entidade cujo grau de consciência supera em muito o do humano for demasiado elevada, ela não a poderá ver. Ela não consegue ver a taxa vibratória.
E, por isso, existe uma ligação direta entre a consciência e a pulsação,
não só no sentido em que ambas são aspetos da vida, mas também porque estão inter-relacionadas por uma interdependência.
